Digite a palavra-chave

Aprimorando o terceiro setor

Um problema social, uma idéia e parceiros engajados com uma causa. Assim nasce um projeto social em qualquer lugar do mundo. Um problema social, uma idéia e parceiros engajados com uma causa. Assim nasce um projeto social em qualquer lugar do mundo. No Brasil não é diferente. O problema é que os líderes dessas iniciativas sem fins lucrativos na maioria das vezes só têm vontade e nenhuma profissionalização.

O fato não só atrapalha a eficiência de projetos espalhados pelo país como também, em alguns casos mais graves, os inviabiliza. Para tentar sanar o problema, em 2001 a Fundação Instituto de Administração (FIA) criou o MBA em Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor.

Primeiro do gênero no Brasil, o MBA aborda todas as áreas de conhecimento necessárias para gerir de forma eficiente um projeto social ou socioambiental. “Criamos o curso com a intenção de suprir uma necessidade que o Brasil tinha e continua tendo, que é de formar profissionais que sejam capazes de administrar iniciativas de cunho social”, conta a coordenadora do curso, a professora Rosa Maria Fisher.
Doutora em Economia pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, Rosa Maria explica que desde a década de 1980, quando as organizações sem fins lucrativos proliferaram no Brasil, o aprimoramento do terceiro setor tem sido constante. “Ainda nos anos 80 percebemos que era preciso adequar a administração aos conceitos do empreendedorismo social”.

De lá para cá, Maria Rosa conta que o Brasil tem, cada vez mais, evoluído no processo de aprimoramento do conhecimento na área. “Nos últimos 20 anos alcançamos resultados excelentes, mas ainda precisamos evoluir”.

Teoria aplicada na prática
A Fundação Stickel é um exemplo de como a formação acadêmica é indispensável para o sucesso de uma iniciativa sem fins lucrativos. Fundada pelo industrial Ernesto Diederichsen em Campos do Jordão (SP) na década de 1940, a instituição ficou inativa por mais de 20 anos durante a ditadura.

Em 2004, quando Ernesto faleceu, seu filho, o artista plástico Fernando Stickel, decidiu reviver a fundação. A sede, que hoje fica em São Paulo, possui diversas iniciativas na área social. O destaque é o projeto Mulheres de Talento, que promove a inclusão social de mães solteiras de Brasilândia – região carente de Volta Redonda (SP) – por meio da arte.

Mas o tempo mostrou a Stickel que era necessário mais que força de vontade para tocar o projeto. Era preciso conhecimento para conseguir desenvolver o trabalho de forma eficiente e profissional. “As coisas básicas eu implementava, mas em várias situações mais complexas eu tive dificuldades”, conta.

Foi então que Stickel decidiu se especializar na área e se matriculou no MBA da FIA. “Depois que comecei a estudar, meu dia-a-dia na fundação mudou. O que eu aprendo na teoria, já aplico na prática no dia seguinte”, explica o artista plástico, que se formará no início de dezembro. “É inebriante ver o projeto da sua vida dando certo graças ao conhecimento”.

Link da Publicação: http://br.hsmglobal.com/notas/55603-aprimorando-o-terceiro-setor