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Fundação Stickel mobiliza comunidade para criar área de lazer na Brasilândia

Voluntários revitalizarão praça para que se torne mais adequada às necessidades de lazer da comunidade

Uma praça situada na Brasilândia, Zona Norte da Capital, vai literalmente mudar de cara. Mas, não será nenhuma ação governamental que possibilitará que o local deixe de ser um ponto de consumo de drogas para se transformar em uma área de lazer para crianças e idosos. A própria comunidade arregaçará as mangas, em 21 de novembro (domingo), em uma mobilização das Fundações Stickel e Alphaville, integrada ao Movimento “Cidades em Transição” (Transition Towns), cujo objetivo é preparar cidades, bairros e comunidades para serem sustentáveis.

O “Dia de Fazer a Diferença- Cidades em Transição” contará com aproximadamente 100 voluntários e profissionais até do exterior, que se mobilizarão das 8 às 17 horas para revitalizar a Praça Benedicta Cavalheiro, situada ao lado da Casa de Cultura da Brasilândia.

Com o objetivo de fazer com que a comunidade se aproprie do local e requalifique sua frequência pacificamente, a Fundação Stickel organizou o mutirão e passou a arregimentar voluntários e parceiros. “A intenção é transformar a praça em um espaço destinado a crianças, adultos e idosos”, explicou Monica Picavêa, superintendente da Fundação Stickel.

Entre 8 e 17 horas, estão programadas várias atividades e intervenções: instalação de um playground com três brinquedos, duas mesas com tabuleiro de jogos e seis bancos (doados pela Fundação Alphaville); plantio de 63 mudas frutíferas (doadas pelo projeto Fábrica de Florestas de Tremembé), jardim com bonsais (doado pela Brasilândia Filmes) e pequena horta; e instalação de um telhado “verde” (feito com grama) na unidade do tele-centro (doado pela Ecotelhado). Haverá, ainda, grafite nos muros coordenado pelo artista Bonga, um dos mais conhecidos do País, com a participação de grafiteiros da região e até do Canadá.

Os voluntários ganharão camisetas alusivas ao evento. Haverá também um curso para as crianças aprenderem a montar brinquedos recicláveis, mutirão de cabeleireiros do Projeto Tesourinha e apresentações de dança. A mobilização será transmitida para conferência em Hamburgo (Alemanha) do movimento internacional Transition Towns.

Serviço:

Mutirão Dia de Fazer a Diferença- Cidades em Transição
Data: 21 de novembro, das 8 às 17 horas
Local: Praça Benedicta Cavalheiro, s/nº, Brasilândia
Informações: 3083-2811 (A/C Roberta) ou pelo e-mail: roberta@fundacaostickel.org.br
Realização: Fundação Stickel

Sobre a Fundação
Originada em 1954, por conta da atuação social e assistencial do casal Martha e Erico Stickel, a Fundação Stickel teve como proposta inicial atender crianças carentes afetadas pela tuberculose.

Posteriormente, a vocação da entidade foi revista e focada no fomento à arte contemporânea brasileira e no desenvolvimento de comunidades com altos índices de vulnerabilidade social.

Atualmente, a Fundação realiza diversas ações voltadas à promoção de trabalhos de artistas em ascensão no campo da fotografia, gravuras e outras artes, que, em contrapartida, disponibilizam seus conhecimentos aos jovens da Brasilândia, ministrando oficinas e workshops em parceria com a Fundação.

A instituição investe ainda em programas voltados à geração de renda para a comunidade da Vila Brasilândia, como o “Jovens de Talento” e “Mulheres de Talento”, possibilitando aos assistidos pelos projetos oportunidades de inserção social pelo trabalho e pelo acesso à cultura.

Sobre o movimento Cidades em Transição
Criado pelo permacultor Rob Hopkins, o movimento inglês Transition Towns (ou “Cidades em Transição”) já conta com a adesão de mais 110 cidades, bairros e ilhas ao redor do mundo. Prega a idéia de cidades inteiras sustentáveis, fomentadas pelo comércio local, livre da dependência do petróleo e da importação de alimentos.

Preocupado com os rumos que o Reino Unido vinha tomando no que se refere à autossuficiência de combustível e de alimentos e vislumbrando um nada animador cenário para o planeta por conta das bruscas alterações do clima, Hopkins idealizou um plano, constituído por 12 passos, para alcançar a resiliência que, neste caso, refere-se à capacidade de sobreviver diante situações adversas e extremas como a escassez do petróleo, crises na produção de alimentos, falta de água e energia. A proposta exige esforços de todos os segmentos da sociedade e abarca diferentes aspectos da vida do cidadão (saúde, educação, transporte, economia, agricultura e energia).

Link da Publicação: http://www.jornalrapidix.com.br/?p=6872