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Fundação Stickel promove curso para comunidade da Brasilândia documentar sua história

Com o objetivo de preparar e estimular a comunidade da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, a documentar sua própria história, a Fundação Stickel está promovendo um curso de documentário e cinema em parceria com o Grupo Brasilândia Filmes.

Mais do que simplesmente capacitar os 22 alunos, a iniciativa faz parte das ações da fundação para o desenvolvimento sustentável do bairro, que são baseadas no movimento inglês Transition Towns (“Cidades em Transição”). A professora é Julia Campos, nascida e criada na Brasilândia. Ela já ministrou vários cursos de cinema no Projeto Criança Esperança e obteve resultados interessantes com seus alunos, principalmente no que diz respeito à expressão e desenvolvimento pessoal.

O curso terá duração de dois meses e meio e foi iniciado no último dia 14. Os alunos, de diversas idades, produzirão desde atividades como pequenos filmes demo com máquinas fotográficas e celulares para serem postados no You Tube, até filmagens de cinema que serão veiculadas em uma mostra no final do curso a ser realizada em dezembro.

De acordo com a superintendente da Fundação Stickel, Monica Picavêa, nenhuma ação da instituição está desconectada do desenvolvimento ou é realizada sem que este desejo venha da comunidade. “E o resgate da cultura e da identidade local traz, além do aumento da autoestima, mais conhecimento, mais desenvolvimento e uma melhor relação das pessoas com a comunidade”.

Sobre a Fundação
Originada em 1954, por conta da atuação social e assistencial do casal Martha e Erico Stickel, a Fundação Stickel teve como proposta inicial atender crianças carentes afetadas pela tuberculose.
Posteriormente, a vocação da entidade foi revista e focada no fomento à arte contemporânea brasileira e no desenvolvimento de comunidades com altos índices de vulnerabilidade social.
Atualmente, a Fundação realiza diversas ações voltadas à promoção de trabalhos de artistas em ascensão no campo da fotografia, gravuras e outras artes, que, em contrapartida, disponibilizam seus conhecimentos aos jovens da Brasilândia, ministrando oficinas e workshops em parceria com a Fundação.
A instituição investe ainda em programas voltados à geração de renda para a comunidade da Vila Brasilândia, como o “Jovens de Talento” e “Mulheres de Talento”, possibilitando aos assistidos pelos projetos oportunidades de inserção social pelo trabalho e pelo acesso à cultura.

Sobre o movimento Cidades em Transição
Criado pelo permacultor Rob Hopkins, o movimento inglês Transition Towns (ou “Cidades em Transição”) já conta com a adesão de mais 110 cidades, bairros e ilhas ao redor do mundo. Prega a ideia de cidades inteiras sustentáveis, fomentadas pelo comércio local, livre da dependência do petróleo e da importação de alimentos.
Preocupado com os rumos que o Reino Unido vinha tomando no que se refere à autossuficiência de combustível e de alimentos e vislumbrando um nada animador cenário para o planeta por conta das bruscas alterações do clima, Hopkins idealizou um plano, constituído por 12 passos, para alcançar a resiliência que, neste caso, refere-se à capacidade de sobreviver diante situações adversas e extremas como a escassez do petróleo, crises na produção de alimentos, falta de água e energia. A proposta exige esforços de todos os segmentos da sociedade e abarca diferentes aspectos da vida do cidadão (saúde, educação, transporte, economia, agricultura e energia).