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Integrantes do Programa Mulheres de Talento produzem ecobags para gerar renda

A arte do corte e costura está transformando a vida de 13 mulheres do bairro Carumbé, na Vila Brasilândia, Zona Norte da Capital. O grupo integra a marca Brasilianas Feito à Mão, fruto do Projeto Grupo de Corte e Costura do Programa Mulheres de Talento, iniciativa da Fundação Stickel em parceria com a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Senai.

Destinado a mulheres a partir dos 35 anos em situação de vulnerabilidade social, desempregadas e com renda abaixo de um salário mínimo, o Programa Mulheres de Talento busca a criação de grupos de geração de renda, capacitando pessoas para gestão de um negócio comunitário, baseado em quatro pilares: Capacitação para Oficio, Gestão e Formalização, Desenvolvimento Pessoal e Microcrédito. A incubação tem duração de dois anos.

O objetivo principal é melhorar a renda das comunidades do bairro dando às mulheres autonomia e permitindo que produzam conjuntamente e aprendam a gerir um empreendimento dentro da economia solidária, inserindo-se formalmente no mercado.

Essas integrantes do Grupo de Corte e Costura criaram a marca Brasilianas Feito à Mão, especializada na produção de ecobags feitas de banners e sobras de tecidos cedidos pela Sparco (fabricante de acessórios automobilísticos). Em média, elas têm faturado cerca de R$ 4,2 mil mensais (renda mensal de R$ 250,00 para cada uma) e já produziram 300 bolsas, sendo que até outubro esse número deve chegar a 1000. As mercadorias são entregues à Associação Paulista de Fundações.

Panificação- O outro núcleo do Mulheres de Talento, Projeto Grupo de Padaria, reúne 10 mulheres no Jardim Damasceno para a estruturação de uma padaria no local. Elas já organizaram o Buffet Doces Talentos, que vem produzindo coffee breaks e brunches com regularidade.

A região da Vila Brasilândia foi escolhida por ter um grande número de mulheres, chefes de família, desempregadas e com baixa escolaridade. A área detém hoje um dos piores índices da cidade de São Paulo no que diz respeito à escolaridade e ao emprego de mulheres, em especial acima de 35 anos, idade em que têm ainda menos chances de se recolocarem no mercado de trabalho.