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Histórico

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FASE CARITATIVA HISTÓRICA

A Fundação Stickel foi instituída em São Paulo em 31 de Dezembro de 1954, pelo casal Martha Diederichsen Stickel e Erico João Siriuba Stickel. No entanto, a história da instituição tem início com a chegada do industrial e empresário Ernesto Diederichsen sua mulher Maria Elisa Arens Diederichsen (Lili) à cidade serrana de Campos do Jordão SP em 1936. Encantados com o cenário, adquirem grandes áreas de terra na região.

Na sequência o casal inicia a construção da residência de veraneio da família, concluida em 1941. Em seguida, associados a Luiz Dumont Villares, empreendem a construção do Hotel Toriba, inaugurado em 1943.

Sensibilizados pela pobreza e pelas más condições de saúde em que viviam moradores e ocupantes dos sanatórios da cidade, Ernesto e Lili iniciam um trabalho de assistência social e criam em 1946 o Grêmio Bernardo Diederichsen, com gestão do Reverendo Oswaldo Alves, destinado a atender famílias e crianças carentes que ali se instalavam, geralmente em favelas e moradias precárias, para acompanhar o tratamento de tuberculose de seus parentes internados. Este atendimento incluía distribuição de remédios, alimentos, agasalhos e tratamento médico.

Após o falecimento de Ernesto em 1949, as obras assistenciais foram assumidas por sua filha Martha Diederichsen Stickel e seu marido Erico João Siriuba Stickel. Na sequência é criada em 1951 a Associação Beneficente Martha e Erico Stickel, que se transformou em 1954 na Fundação Beneficente Martha e Erico Stickel.

Em imóvel próprio situado no bairro de Abernéssia, a Fundação se organizou para suprir as carências mais imediatas da população desprotegida, principalmente crianças, prestando um serviço assistencial completo e gratuito, com consultório médico e dentário, raios-X e ambulância.

Os trabalhos sociais reduziram-se a partir de meados dos anos 70, encerrando-se definitivamente em 1980, iniciando-se então um período de inatividade.

FASE OPERATIVA

Em 2004 um dos filhos dos instituidores, Fernando Stickel, arquiteto formado pela FAU-USP, artista plástico e fotógrafo, com longa militância no universo das artes e cultura, assumiu a responsabilidade de reativar as atividades da Fundação, agora voltadas para a arte e a cultura.

A missão da Fundação, desde então, passou a ser a de agregar sua atuação na arte brasileira e contemporânea ao trabalho em comunidades com altos índices de vulnerabilidade social. Atuando na periferia da capital paulista, teve sua razão social reduzida para Fundação Stickel, passando a promover atividades culturais diversas, como exposições, edição e distribuição gratuita de livros, programas educativos e de pesquisa, e um acervo de obras de arte.

Vale ressaltar que a cultura e a arte já estavam no DNA da família, uma vez que Erico Stickel, colecionador de arte, bibliófilo e estudioso da arte brasileira do século XIX, contribuiu significativamente para a história da arte no Brasil, reunindo um dos mais interessantes acervos sobre o assunto, experiência relatada no livro “Uma pequena biblioteca particular – Subsídios para o estudo da iconografia no Brasil” (Edusp, 2004).

Em 2007, nasceu o primeiro programa social próprio, “Mulheres de Talento”, cujo principal objetivo era a geração de renda para mulheres da Vila Brasilândia, distrito da zona norte de São Paulo. Entre 2008 e 2009, a Fundação desenvolveu o “Programa Ação Família – Viver em Comunidade”, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, que resultou em um rico processo de construção e aprendizagem. Em 2010, a instituição consolidou sua atuação na Vila Brasilândia, região que se destaca por registrar um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, a fim de colaborar para o desenvolvimento da região por meio de ações nos eixos econômico (geração de renda), social, educacional e cultural.

Em 2011, com o apoio do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, a Fundação promoveu um Realinhamento Estratégico, conduzindo assim sua evolução em aspectos reconhecidos como essenciais às modernas instituições do Terceiro Setor, com destaque para a governança, posicionamento estratégico e missão.

FASE ESTRATÉGICA

Em 2012 Fernando Stickel inicia sua gestão na posição de Diretor Presidente. É adotado o lema ARTE TRANSFORMA, incluído em sua logomarca. É criado o Conselho Fiscal, o Estatuto e o Regimento Interno são alterados para refletir esta nova fase.

A Fundação passa a focar sua atuação em cursos que levem o impacto das artes visuais à periferia de São Paulo, bem como nos “Projeto Contrapartida”, que beneficiam simultaneamente artistas visuais atuantes em São Paulo.

Em 2013 é realizado pelo IDIS Estudo de Viabilidade para Captação de Recursos, com foco no Projeto Contrapartida.

Em 2014, ao completar 60 anos de idade, a Fundação associa-se ao GIFE.

Em 2017 Fernando Stickel participa do VI Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais como anfitrião de uma mesa sobre o tema “Arte e Transformação Social”, na experiência da Fundação Stickel. Convidada pela “Semana de Arte”, a Fundação expõe os trabalhos de seus alunos de fotografia no Hotel Unique em São Paulo, vendendo-os pela primeira vez.

Em 2018 é realizado Planejamento Estratégico pela Dearo Marketing Social, resultando na atualização de sua missão, que passa a ter a seguinte redação:

“Transformar jovens e adultos por meio das artes visuais, despertando novos potenciais.”

Em 2018 inicia-se ainda a estruturação de um departamento interno de Captação de Recursos.

Em 2019, ano em que a Fundação Stickel completará 65 anos de idade, é inaugurada a Pharmacia Cultural Fundação Stickel – um espaço múltiplo uso aberto ao público, que será utilizado complementando os programas e projetos da Fundação. Neste novo espaço acontecerão exposições, cursos, palestras, projeções, etc…