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EXPOSIÇÃO ATUAL

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Reabertura do Espaço Fundação Stickel em 23/10, com exposição inédita de Adolfo Montejo Navas

A Fundação Stickel convida para a abertura da exposição De tudo, apartes, de Adolfo Montejo Navas, no dia 23 de outubro de 2021, a partir das 11h, no nosso espaço expositivo.

O poeta e artista visual madrilenho faz a sua primeira individual em São Paulo, com 16 obras entre poesia visual, objetos, fotografia, caligrafia, textualidade e desenhos. A mostra se apoia em dois eixos magnéticos, o verbal e o visual, criando a poesia ampliada que marca o trabalho e as pesquisas de Navas.

Durante a abertura, acontecerá a performance de um poema visual ao vivo, realizada pelo próprio artista.

Espaço Fundação Stickel

Exposição de reabertura: De tudo, apartes – de Adolfo Montejo Navas
Abertura: 23 de outubro de 2021, das 11h às 16h.
Período de visitação: de 23/10 a 17/12/2021.
De segunda a sexta-feira das 10 às 18h. Sábado das 11 às 15h
Rua Nova Cidade, 195, Vila Olímpia, São Paulo.
Para mais informações: (11) 3083-2811

Abertura: 23 de outubro
de 2021, das 11h às 16.

Período de visitação:
de 23/10 a 17/12/2021.

De segunda a sexta-feira das 10 às 18h.
Sábado das 11 às 15h

Adolfo Montejo Navas – artista camaleônico

Artista plástico, poeta, escritor, crítico e editor, Adolfo Montejo Navas, homem de muitas faces, concilia interesses e ações em frentes variadas, frequentemente entrecruzando-as, o que faz com uma desenvoltura e fertilidade capaz de nos deixar encolhidos num canto. Produz muito e incessantemente, sobretudo desde que se mudou para Iguaçu, optando por um ambiente mais calmo, menos tumultuado, próprio para a criação de sua obra e de seu filho, Leonardo, bem distante do Rio de Janeiro, cidade trepidante e arrebatadora, onde se fixou no começo da década de 1990, deixando para trás sua Madrid natal. Inicialmente conhecido por suas críticas no âmbito da música e das artes plásticas, rapidamente impôs-se como curador de mostras afinadas, como as de Paulo Bruscky, Anna Bella Geiger, Nelson Leirner e Victor Arruda, entre muitos outros. 

Pois tudo isso não conta nem metade da história: Adolfo revelou-se um poeta consumado, artífice das palavras, da poesia visual, além de objetos insólitos, resultantes do seu modo desconcertante de abordar o mundo, cujas referências mais diretas são o norte americano Joseph Cornell e o belga Marcel Broodthaers. Em suma, nosso Navas singra pelos signos como bom descendente do Poema-Processo, urdindo caligrafias situadas entre o desenho e a escritura, com um olhar sobre os objetos digno de um Julio Cortazar; numa palavra, estamos diante de um artista camaleônico.  

Como forma de curar a ressaca interminável dessa pandemia, a Fundação Stickel decidiu fazer uma exposição da obra de Adolfo. Uma pequena parcela, é claro. O foco será na sua poesia visual associada a alguns de seus jogos, incluindo a obra “Decode” resultado de uma performance realizada no dia da abertura. Sim, nosso artista realizou um poema visual ao vivo, no dia da abertura da exposição, diante de todos que lá estiverem, isso porque ele, havia esquecido de dizer, agora decidiu revelar sua face performer. Ah, esse Adolfo, que mais falta ele ser?

Agnaldo Farias